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Sepse – Uma doença grave e potencialmente perigosa.

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.
Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos orgãos do paciente.
Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falencia de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.

Perguntas Mais Frequentes

O que é a sepse?
A sepse é uma condição de risco de vida que surge como resposta do corpo a uma infecção, danificando os seus próprios tecidos e órgãos. Ao invés de uma infecção local causar uma inflamação local, que seria a resposta apropriada a uma infecção, agora temos uma resposta inflamatória sistêmica à infecção. A sepse é a principal causa de morte por infecção em todo o mundo, apesar dos avanços da medicina moderna, como vacinas, antibióticos e cuidados intensivos. Milhões de pessoas ao redor do mundo morrem de sepse todos os anos.

Como essa ‘inflamação’ pode resultar em morte?

Esta resposta inflamatória pode levar a alterações circulatórias como, por exemplo, a queda da pressão arterial e desidratação. Isto pode comprometer a capacidade do sistema circulatório de oferecer, adequadamente, oxigênio e outros suplementos para os tecidos. Tal comprometimento pode resultar na disfunção de órgãos, como o pulmão, coração, rins e cérebro. Pode ainda levar ao choque, falência de múltiplos órgãos e, consequentemente, à morte, principalemte se não for reconhecida e tratada precocemente.

Por que eu nunca ouvi falar de sepse antes?
A sepse não é discutida frequentemente. Ouvimos falar de pessoas que morrem de infecções, mas muitas vezes, na realidade, tais infecções referem-se à sepse. Ainda hoje, se alguém morre de sepse por pneumonia, a causa da morte está classificada como pneumonia. Se alguém morre de septicemia depois de ter sido gravemente queimado, a causa da morte é “complicações devido às queimaduras”. A causa da morte não está sendo bem classificada, fazendo parecer que a sepse não seja um problema. Esta é uma das nossas maiores preocupações. Aumentar a conscientização sobre a sepse é um dos nossos principais objetivos.

Quais infecções podem causar sepse?
Qualquer infecção, seja comunitária ou adquirida em hospitais, pode levar a essa resposta inflamatória exacerbada e à disfunção orgânica. Os focos envolvidos com maior frequência são os pulmões, as infecções intra-abdominais e do trato urinário. Outras causas comuns são endocardite, meningite, tecidos/partes moles, artrite e feridas cirúrgicas. Com relação aos agentes, a sepse pode ser causado por bactérias, tanto gram-positivas como gram-negativas, fungos ou vírus.

Pneumococcos são um dos maiores fatores de risco para sepse?
Pneumococcos estão entre as causas mais comuns de sepse. Os pneumococcos e a pneumonia são os agentes patogenicos mais comuns.

Quem está em risco de ter sepse?
Todas as pessoas podem ter sepse, mesmo aquelas saudáveis. No entanto, aqueles com diabetes, câncer, infecção pelo HIV, tratados previamente com quimioterapia, usuários de corticosteróides ou aqueles que apresentam qualquer forma de imunossupressão, bem como recém-nascidos prematuros e idosos são os mais suscetíveis às formas mais graves de infecção.

Quando há sepse, hipertermia, febre ou arrepios são um dos primeiros sintomas?

Nem sempre. Apenas cerca de 20-30% dos pacientes sépticos apresentam calafrios, e, em alguns casos, a sepse grave pode progredir mesmo sem um aumento na temperatura corporal. Em pacientes com o sistema imunológico gravemente comprometido, a temperatura do corpo pode cair abaixo do normal.

Sepse pode ter um tratamento bem sucedido com antibióticos em seus estágios iniciais?
Na maioria dos casos, sim. Mas se a sepse for causada por um corpo estranho como uma pedra no rim ou uma hérnia intestinal, então os antibióticos não são suficientes. Nestes casos, o foco da sepse ou o corpo estranho precisa ser removido cirurgicamente.

O que mais pode ser feito para tratar a sepse?
As primeiras horas de tratamento são os mais importantes. Os pacientes devem receber antibioticoterapia adequada o mais rápido possível. Culturas de sangue, bem como outras culturas de locais sob suspeita de infecção, devem ser colhidos em uma tentativa de detectar o agente causador da doença. Os pacientes devem ter seus níveis de lactato sanguíneo avaliados, já que este é um marcador de disfunção no sistema circulatório. Aqueles com sinais de gravidade como hipotensão e altos níveis de lactato sanguíneo, também devem receber líquidos. Dependendo da gravidade da disfunção orgânica, tais pacientes devem ser tratados em unidades de cuidados intensivos.

O que pode ser feito quando a sepse não responde a qualquer tipo de antibiótico?
Infelizmente, há cada vez mais agentes infecciosos que são resistentes até mesmo aos antibióticos de última instância. A única possibilidade que resta é a linha de cuidados intensivos: medidas que possibilitem a manutenção das funções orgânicas, esperando que o sistema imunológico do próprio corpo seja suficiente para evitar que os patógenos se espalhem ainda mais. Mas muitos desses pacientes não podem ser ajudados.

Quanto tempo pode levar o prazo entre uma infecção, por exemplo, a pneumonia, e o aparecimento de infecções? Semanas, meses?
A sepse ocorre normalmente em relação direta com uma infecção aguda. Porém, também há as inflamações crônicas, por exemplo a endocardite, uma infecção da vesícula biliar, ou osteomielite, que podem levar a episódios sépticos. Sepse não pode ocorrer após a recuperação da pneumonia, a menos que um novo caso de pneumonia se desenvolva.

Podemos prevenir sepse?
Você pode prevenir a sepse, prevenindo a infecção. Não existem vacinas para prevenir a sepse, mas existem vacinas disponíveis para determinados agentes patogênicos, tais como pneumococos. Especialmente crianças pequenas, pessoas com mais de 65 anos e os pacientes que não têm baço devem, definitivamente, serem vacinados, porque eles são particularmente suscetíveis ao pneumococo. Isto inclui tanto as pessoas que nasceram sem o baço, como as pessoas que o perderam devido a uma lesão, cirurgia ou quimioterapia agressiva. É possível prevenir a infecção também mantendo um estilo de vida saudável, com alimentos nutritivos, exercício físico e descanso. Lave as mãos com frequência. Procure ajuda médica se a doença não apresentar melhora ou se piorar. Outra estratégia de prevenção é a redução da infecção hospitalar adquirida já que é responsável por uma parcela significativa dos casos de sepse.
Também é possível impedir a sepse, depois de um episódio de infecção, através de um tratamento adequado de qualquer infecção grave. Isto significa que:
• Devem-se tomar antibióticos como prescrito
• Completar todo o curso de antibióticos
• Não tomar antibióticos desnecessariamente, para reduzir as chances de desenvolver infecções resistentes aos antibióticos
• Não tomar antibióticos prescritos para outra pessoa

Fonte: Instituto Latino Americano de Sepse